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AÇÕES DO PÃO DE AÇÚCAR CAEM POR DÚVIDAS COM GLOBEX |
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As ações do Grupo Pão de Açúcar chegaram a recuar 4,7 por cento nesta sexta-feira, respondendo pela maior queda entre os papéis que compõem a carteira teórica do Ibovespa, um dia após a varejista apresentar as sinergias que serão capturadas da fusão com a Casas Bahia.
Às 12h28, as ações cediam 3,46 por cento, cotadas a 59,76 reais, enquanto o Ibovespa apontava estabilidade.
O Pão de Açúcar anunciou na véspera que as sinergias da integração das operações do Ponto Frio e da Casas Bahia, que juntas formarão a Nova Globex, podem ficar entre 4 bilhões e 7 bilhões de reais a valor presente após a conclusão da fusão.
Embora o ganho de sinergias tenha ficado bem acima do esperado pelo mercado, que estimava algo em torno de 2 bilhões de reais, analistas que acompanham o setor afirmam que os dados anunciados deixaram perguntas sem respostas, o que pode representar um risco de execução de negócios pelo grupo varejista.
"Apesar de números de Ebitda melhores que esperado, a Nova Globex tem fracas condições de capital de giro que levaram à securitização de mais de 80 por cento dos seus recebíveis", afirmou o UBS em relatório desta sexta-feira, acrescentando que isso representa riscos para as estimativas de lucro em 2011.
A ausência de informações sobre as operações da Nova PontoCom, unidade de comércio eletrônico que será controlada pela Nova Globex e cuja implantação ainda não foi iniciada, também é mencionada pelo UBS como um aspecto negativo.
No mesmo sentido, o Barclays ressalta o efeito dos recebíveis, que no segundo trimestre de 2010 estavam ao redor de 1 bilhão de reais, no crescimento da empresa.
Os dois primeiros trimestres de 2011 "serão períodos de forte investimento, o que esperamos que resulte em endividamento líquido --incluindo recebíveis securitizados-- para crescer de forma expressiva", segundo o analista David Belaunde, do Barclays.
Para ele, "é perigoso avaliar a Nova Globex até que se tenha completa clareza sobre a formação do endividamento, entre outros pontos".
A postura conservadora também é adotada pelo Goldman Sachs, que destaca como outro fator negativo a falta de dados isolados para as operações de Casas Bahia, impossibilitando o cálculo da participação do Grupo Pão de Açúcar na empresa formada.
"O sucesso da execução da joint-venture proposta guiará as ações nos próximos seis a 12 meses... Até que surjam evidências de que a joint-venture proposta está sendo integrada com sucesso, preferimos permanecer neutros", afirmou o Goldman Sachs em relatório.
Mais radical, o Itaú excluiu os papéis do Pão de Açúcar da sua carteira de recomendações, por acreditar que não há fatores capazes de impulsionar a ação no curto prazo.
Em relatório, a analista Juliana Rozenbaum, do Itaú, escreveu que, assim como as sinergias ficaram acima do esperado, do lado negativo, o capital de giro e as despesas financeiras também superaram as estimativas.
Segundo ela, não há "motivos nem para comprar nem para vender a ação, que pode ficar um tempo em linha com a média do mercado".
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